Foi à vontade de não mais calar que me levou a procurar os papéis. Numa ideia controversa, quis calar minha voz, falando com os dedos. Meu coração é manso, quase delicado (e seria, se minha alma não tivesse alvoroço como essência), gritos enchem a garganta e logo estão longe; Minha alma anseia por um preenchimento não fugaz. A brevidade dos sentimentos (a leitura de relâmpagos cifrados, que o decifrar traduz uma ideia não mais existente), deixam a sensação de que não há substância no sentimento de hoje para morar em mim. Eu sou uma pessoa feita de pra sempre. O que eu sinto, o amor e a amizade que eu devoto não são peças de um jogo com prazo de duração. O que sinto me transcende e é como se transcendesse a minha própria vida. Acredito que o amor que sentimos deve seguir, mesmo que a vida tenha fim. O bem que fazemos e sentimos segue e é mais concreto que a ...