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Mostrando postagens de fevereiro, 2019
Quis me mostrar a ele. Me perguntei se ele conseguiria ver. Quis que ele visse o meu medo, a minha fragilidade, que visse tudo de mim. Mas sabia que era cedo, sabia que ele poderia não suportar. Era um afeto jovem e você sabe o que dizem de afetos jovens: imprevisíveis. Eu me apaixono como quem arranca máscaras. Eu me abro, exponho a fragilidade da alma diante daquele que a cativa. O que é o amor senão a entrega de si mesmo? O que é amar, se não a queda livre, ladeira ou precipício abaixo? Mas esse era um afeto novo.. Não era possível me dar assim, era suicídio. No entanto, ele estava aqui, na minha casa, olhando a minha vida. Poderia ele perceber o tamanho da minha solidão? Poderia ele perceber o medo que carrego dela? De ser esse o meu destino. Me chamava de misteriosa, será que era possível que ele visse a ausência de mistério ali, pairando no ar? E que era claro que, mesmo eu estando ali, todo dia vencendo pequenas batalhas contra a solidão, era ela que vinha ganhando a guerra? S...