Eu queria ser o ponto de calor, ferver e que ele se queimasse em mim. Queria que ele quisesse se queimar. E queimar mais. E buscasse esse fogo à exaustão. Como se, hipnotizado, não conseguisse evitar o magnetismo da lava que certamente o queimaria. Atingimos o êxtase ao levar o outro além dos limites. Quando o fazemos perder o medo, a razão, e correr para nós como se a única possibilidade fosse a necessidade de se queimar na fogueira. Sendo eu o fogo; Ele a lenha. Eu sou o fósforo, aceso. Corpo tenso, água na boca. Eu sou puro desejo. O fogo aumenta e eu o provoco para subir mais e mais. Ele fica embebido de suor, mas não quer se afastar. E eu o provoco para que continue assim. Que venha a combustão.
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Mostrando postagens de janeiro, 2019
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Eu preciso preencher essa carência de liberdade que apenas o amor ridículo, o desejo extremo, podem oferecer. Então, hoje eu estou apaixonada. Nesse momento, não é ao outro, mas à mim mesma. Porque não há nada que eu ame mais do que me rasgar em pele viva e deixar o desejo me consumir. A isso, eu chamo de amar o amor. Não o outro, não o toque, mas como me sinto ao recebê-lo. E daí, que o outro queira esvair o meu corpo? Quanto mais sinto tais pontos, mais livre me sinto. Ele alegou calor, eu era o foco.