Eu preciso preencher essa carência de liberdade que apenas o amor ridículo, o desejo extremo, podem oferecer. Então, hoje eu estou apaixonada. Nesse momento, não é ao outro, mas à mim mesma. Porque não há nada que eu ame mais do que me rasgar em pele viva e deixar o desejo me consumir.
A isso, eu chamo de amar o amor. Não o outro, não o toque, mas como me sinto ao recebê-lo. E daí, que o outro queira esvair o meu corpo? Quanto mais sinto tais pontos, mais livre me sinto. Ele alegou calor, eu era o foco.
Não é pra entender..
Um lugar pra se esconder em si mesmo.. Um lugar onde ser plenamente louca não é razão de alarde. Uma vontade de extravasar as barreiras do corpo, de gritar na altura dos anseios, de voar mais do que a altura... Quis umas coisas malucas; hoje quer outras; amanhã, sabe Deus.. Foram duras as lições, mas aprende que nada é constante nesse mundo. Não vou me explicar, nem correr dos olhares de pena ou raiva ou inveja ou tudo isso junto. Tampouco irei me inflar como um pavão diante dos olhares de admiração. Cada um vê no outro uma parte de si. Ou algo que despreza ou que deseja. Você me lê vendo a si mesmo. É hoje eu não estou com vontade de me mostrar, quero apenas falar coisas sem sentido Tenho vontade mesmo é de mostrar você que me lê. Não pra ninguém, mas pra você mesmo. O início do texto, desculpe, não é sobre mim. É sobre nós, todos nós. Que esc...
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