Eu queria ser o ponto de calor, ferver e que ele se queimasse em mim. Queria que ele quisesse se queimar. E queimar mais. E buscasse esse fogo à exaustão. Como se, hipnotizado, não conseguisse evitar o magnetismo da lava que certamente o queimaria.
Atingimos o êxtase ao levar o outro além dos limites. Quando o fazemos perder o medo, a razão, e correr para nós como se a única possibilidade fosse a necessidade de se queimar na fogueira.
Sendo eu o fogo; Ele a lenha. Eu sou o fósforo, aceso. Corpo tenso, água na boca. Eu sou puro desejo. O fogo aumenta e eu o provoco para subir mais e mais. Ele fica embebido de suor, mas não quer se afastar. E eu o provoco para que continue assim. Que venha a combustão.
Não é pra entender..
Um lugar pra se esconder em si mesmo.. Um lugar onde ser plenamente louca não é razão de alarde. Uma vontade de extravasar as barreiras do corpo, de gritar na altura dos anseios, de voar mais do que a altura... Quis umas coisas malucas; hoje quer outras; amanhã, sabe Deus.. Foram duras as lições, mas aprende que nada é constante nesse mundo. Não vou me explicar, nem correr dos olhares de pena ou raiva ou inveja ou tudo isso junto. Tampouco irei me inflar como um pavão diante dos olhares de admiração. Cada um vê no outro uma parte de si. Ou algo que despreza ou que deseja. Você me lê vendo a si mesmo. É hoje eu não estou com vontade de me mostrar, quero apenas falar coisas sem sentido Tenho vontade mesmo é de mostrar você que me lê. Não pra ninguém, mas pra você mesmo. O início do texto, desculpe, não é sobre mim. É sobre nós, todos nós. Que esc...
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