Eu queria ser o ponto de calor, ferver e que ele se queimasse em mim. Queria que ele quisesse se queimar. E queimar mais. E buscasse esse fogo à exaustão. Como se, hipnotizado, não conseguisse evitar o magnetismo da lava que certamente o queimaria.
Atingimos o êxtase ao levar o outro além dos limites. Quando o fazemos perder o medo, a razão, e correr para nós como se a única possibilidade fosse a necessidade de se queimar na fogueira.
Sendo eu o fogo; Ele a lenha. Eu sou o fósforo, aceso. Corpo tenso, água na boca. Eu sou puro desejo. O fogo aumenta e eu o provoco para subir mais e mais. Ele fica embebido de suor, mas não quer se afastar. E eu o provoco para que continue assim. Que venha a combustão.

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