Que direito existe em amar?
E lá vou eu, ruminar pensamentos. A pessoa senta em casa, mas o mundo ao redor não pára, não é? Num domingo preguiçoso, casas ao redormergulhadas em música, lá vem Roberto Carlos, claro!
A gente se acostuma tanto a ouvir da orelha pra fora, mas aqui e ali algo penetra. Dessa vez, certo aquele trecho "um casal apaixonado fazer tudo que o amor lhe dá direito".
Fiquei pensando com meus botões: O que o Amir nos dá direito? Entendi que o amor nos dê muitas coisas, mas uma ideia que não consigo conceber é que exista uma explicação desse direito (além dessa rima com perfeito).
Vejo o amor de forma oposta. Vejo que o amor só existe e cresce dentro da perda dos direitos. Parece machista, então esqueça machismo e feminismo. O amor não é algo social. Temos o direito e a escolha de amar, mas aí acabam os direitos.
E você pode estar pensando que só existem deveres no amor. E te respondo: sim, até o pescoço!
Mas, quando realmente ama, é outra visão.
Amar é entregar, dar, doar de si. Só ama aquele que olha para os dias com a pisos e não liga para os direitos perdidos.
Se tem um alguém com grandes impulsos sociais lendo, eu peço: Não grite a bandeira da individualidade e dos direitos iguais. Eles existem, cada um deles. Porque no amor, ao amar, você permite que o outro seja.
Essa coisa de "você está me sufocando, eu preciso de liberdade" não puxe ser classificada como amor. Ser sufocado não é amar e sufocar não é amar.
Da mesma forma limitar, regrar, controlar, cercar, nada disso é amar. Amor não tem direitos, é cheio de deveres. Mas amar é escolha. Escolher estar com alguém, permitir que a pessoa seja o que quiser e ver que também pode ser. Mas, novamente, o amor não lhe dá nada de direitos.
E, sinceramente, quando você amar de verdade, pouco se importará com isso!
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