Números e sapatos
Falando em verdade, não era o meu número. Te dei meu telefone, meu endereço, meu melhor sorriso, meus sonhos, meu coração. Quis te dar um pedaço de mim. Nessa hora me dei conta de que já tinha dado demais. E não, não me cabia, não era meu número. Nem eu era o seu..
Você encontra outro número, faz casinha e todas as coisas que eram nossas. E nunca foram porque você não era o meu número, nem eu o seu.
Mas fica mal não, eu to tão bem, tão feliz! Saudade? Vixe, aliviada. Eu já entendia que não tinha como te dar o que você queria de mim, só não entendia que eu não precisava que você quisesse algo de mim. E não, não preciso.
Te ver feliz me faz bem. Não fico feliz é quando você me liga com pretexto de saber se estou indo pra academia ou se estou me alimentando bem ou como a minha ansiedade está. Sinceramente? Ela volta toda vez que me pergunta essas coisas porque percebo que você não entende nada do que falo e insiste em cuidar de alguém que sabe se cuidar sozinho e escolheu não estar mais com você porque você não era o meu número.
E, porra, desculpe não pedir desculpas pelo porra, mas tá me engasgando isso! Eu não estou interessada em saber se eu tenho um número, já fiquei feliz em saber que você não era o meu e parar de tentar enfiar um sapato que não me cabe. Você sabe como eu amo sandálias, mas odeio sapatos. Odeio que me limitem, amo ser livre e escolhi isso. Eu deixei você porque escolhi a mim. Se tiver de ter um número, que eu seja o meu próprio número.
Afffeee maria, é cada texto mais maravilhoso que o outro!! 😁👏
ResponderExcluirAh, que bom que gosta. Tudo meio maluquinho, mas de coração ❤️
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